Desde que o militar e deputado federal Jair Bolsonaro se filiou ou PSL, seu oitavo partido em 30 anos de carreira política, os baianos do partido partiram desesperados a procurar de outra legenda que os abrigue bem longe da rejeição que o polêmico capitão da reserva. O PSL baiano que já teve 5 deputados, já perdeu três e deve acabar sem nenhum. A situação é tão caótica que o único vereador do partido em Salvador, José Trindade, que também está caindo fora, vai ter que registrar sua saída na justiça já que a legenda do “mito” na Bahia não tem mais nem presidência de diretório estadual ou municipal.
A situação do MDB de Lúcio e Geddel Vieira Lima é ainda pior. Os irmãos caíram em desgraça desde a operação da PF que apreendeu R$ 51 milhões em um apartamento ligados aos mesmos e o ex-ministro de Temer foi parar na cadeia. Os dois passaram a ser tratados como leprosos pelos antigos aliados. Segundo os sites da capital, ACM Neto fez pressão para que eles se entregassem o partido ao seu afilhado Bruno Reis. Como Lúcio se recusou a sair do partido, o que pode ser seu último suspiro político, a debandada já começou: Luciano Simões partiu, Bruno Reis e Tude (Camaçari) estão de malas prontas para voltar ao partido do chefe e todos os outros 4 deputados do partido estão se movimentando para não serem ligados às malditas malas de dinheiro.
Nesse ano eleitoral e com a cenário nacional cheio de incertezas o meio político está frenético. A janela partidária, período de 30 dias em que deputados são livres para trocar de legenda sem o risco de punição, começou n dia 8 de março e segue até 7 de abril. Até lá ainda vai ter muita dança da cadeira. Inclusive em Serrinha, onde o prefeito Adriano (ainda no MDB) nomeou para um cargo importante a filha do deputado Gika (do PT), especula-se para todos os lados. Uns acham que o gestor municipal pode migrar para um partido da base do governo, outros acreditam que ele volte ao partido de origem, o DEM. Vamos aguardar os próximos capítulos.